Biblioteca Libertária: Baixe 27 Livros Fundamentais e Auxiliares

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Este artigo é uma livre tradução publicada a partir do original em Adam Smith Institute e contém uma lista de 26 livros sobre libertarianismo que todo libertário e liberal -ou mesmo conservador- deveria ler. A diferença de nossa tradução para o precursor é que fizemos uma ligação aos eBooks de todos os livros e colocamos mais obras (não consigamos disponibilizar o DOWNLOAD de apenas 4 deles, de modo que se tiveres o link, envia-nos, pois não?). Isto assim, além de conhecer os livros e ser introduzido aos mesmos, para não perder-se no emaranhado que se encontra à internet, terá como lê-los. Se gostar, sugerimos comprar os originais. Não hospedamos livros, os links são de terceiros! É o básico para adentrares ao libertarianismo. As listas são cronológicas ao invés de estarem organizadas em níveis Iniciante, Intermediário e Avançado, algo que considero bastante subjetivo. Além de estarem em uma linha do tempo, tomamos a liberdade de seguir a classificação: Fundamentais, Interseccionais e de Ficção, Contexto cultural e social em que vivemos.

Como pedir é sempre pouco, colocamos 2 títulos de Theodore Dalrymple e um outro de Jordan Peterson, para que entendas o contexto sócio-cultural em que vivemos, além do que diz-nos a ética libertária. Vamos ao que interessa, de facto.

A maioria das listas de livros que contribuem ou reforçam ideias libertárias pode conter alguns dos  principais seguintes

Locke: Dois tratados sobre o governo (1689)
http://www.netmundi.org/home/wp-content/uploads/2018/04/John-Locke-Dois-Tratados-sobre-o-Governo-Martins-Fontes.pdf

Obras essenciais do pensamento político europeu, estes tratados publicados anonimamente por John Locke em 1681 defendem a separação de poderes e a ideia de que existe um contrato social entre governantes e governados. Este contrato deveria respeitar os direitos naturais (direito de vida, liberdade, propriedade e resistência a tirania) e o seu incumprimento poderia justificar a revolta. Alguns historiadores consideram que o pensamento de Locke influenciou, de forma decisiva, a constituição norte-americana. Texto da RTP Internacional- Televisão Portuguesa.    [DOWNLOAD]

Smith: A riqueza das nações (1776)
https://direitasja.files.wordpress.com/2012/02/adam-smith-a-riqueza-das-nac3a7c3b5es-vol-i.pdf
A riqueza das nações é considerada a obra fundadora da ciência econômica. Escrito no século XVIII, o clássico de Adam Smith gerou uma série de mudanças nas políticas econômicas. O livro aborda temas como o acúmulo de riqueza, divisão do trabalho, sistemas de economia, e até hoje é grande referência entre os estudiosos de todo o mundo. A edição integral impressiona pelo conteúdo e principalmente por sua extensão. Esta versão condensada traz uma criteriosa seleção dos cinco livros originais e mantém a essência da obra-prima de Smith. [DOWNLOAD]

Montesquieu: O Espírito das Leis (1784)
http://www.escolapresidentevargas.com.br/base/www/escolapresidentevargas.com.br/media/attachments/331/331/539ef6ac8641be2d6b331d74d2ecf96bc0ab67efa1c59_montesquieu.-o-espirito-das-leis.pdf
Em seu livro, tenta desenvolver um governo efetivo, que irá manter o país unido. Montesquieu acredita que o mais efetivo tipo de governo é a monarquia. Através dela, o monarca exerce seu poder, com sua nobreza, e o clero e o parlamento controlam suas ações. Ele acredita que o fraco deve se proteger do forte através das leis e pela separação dos poderes. Ele defende a tese de que a nobreza e o monarca devem ambos estar presentes, e não terão sucesso um sem o outro. [DOWNLOAD]
Por: Renan Bardine
       
Mill: Sobre a liberdade (1859)
https://direitasja.files.wordpress.com/2013/09/mill-john-stuart-ensaio-sobre-a-liberdade.pdf
Sobre A Liberdade é uma obra filosófica do inglês John Stuart Mill publicada em 1859. Escrita depois da morte de sua esposa, é o resultado de parte do plano que consistia em gravar todas suas conclusões filosóficas.

Para a época, a era Vitoriana, o livro tinha um cunho radical advogando liberdade moral e económica do Estado para os indivíduos. Mill não se opunha à intervenção do governo em questões económicas; enquanto um liberal, ele acreditava que assim como os direitos dos proprietários precisavam ser resguardados, o Estado deveria também desempenhar o papel de redistribuir as riquezas.

Talvez um ponto memorável em sua obra seja a frase "Sobre si mesmo, sobre seu próprio corpo e mente, o indivíduo é soberano". Mill é compelido a dizer isto em vista do que chama de "a tirania da maioria" (noção extraída Da democracia na América de Alexis de Tocqueville) em que, através do controlo da etiqueta e da moralidade, a sociedade é um poder não eleito capaz de coisas horríveis. Nesse sentido, seu trabalho pode ser considerado uma reação ao controle social exercido pela maioria em defesa da decisão individual. [DOWNLOAD]

Popper: Sociedade Aberta e seus Inimigos (1945)
As palavras ríspidas proferidas neste livro acerca de algumas das principais figuras intelectuais da humanidade não são motivadas, quero crer, por um qualquer desejo meu de as diminuir. Nascem antes da minha convicção de que, para que a nossa civilização sobreviva, temos de quebrar o hábito da deferência para com os grandes homens. (?) [Este livro] Esboça algumas das dificuldades que a nossa civilização enfrenta ? uma civilização que podia talvez ser definida por almejar a humanidade e a razoabilidade, a igualdade e a liberdade; uma civilização que está ainda na sua infância, por assim dizer, e que continua a crescer apesar do facto de ter sido muitas vezes traída por tantos dos próceres intelectuais da humanidade. O livro tenta mostrar que esta civilização ainda não se recompôs por completo do choque do seu nascimento ? a transição da sociedade tribal ou ?fechada?, com a sua submissão a forças mágicas, para a ?sociedade aberta?, que liberta os poderes críticos do homem. Tenta mostrar que o choque dessa transição é um dos fatores que tornam possível a ascensão desses movimentos reacionários que têm tentado, e continuam a tentar, derrubar a civilização e regressar ao tribalismo. E sugere que aquilo a que hoje chamamos totalitarismo pertence a uma tradição que é tão velha, ou tão nova, quanto a nossa própria civilização. [DOWNLOAD] [DOWNLOAD VOL2]

Von Mises: Ação Humana (1949)
Obra magna de Ludwig von Mises, um dos maiores economistas da História, A ação humana pode ser considerado um dos pilares da ciência econômica do século XX.
O livro, um tratado econômico, centra-se na refutação das teorias que excluem a participação humana dos processos econômicos. O núcleo do pensamento do autor é a Teoria da Ação Humana, ou Praxiologia, a ciência geral que ele busca explicar. Para ele, tudo que procuramos estudar em economia origina-se da escolha individual. O homem não escolhe apenas entre diversos bens e serviços, todos os valores humanos lhe são oferecidos como opção e submetidos às decisões individuais: o princípio da responsabilidade. Portanto, a teoria da escolha é muito mais do que o lado "econômico" do empreendimento humano – é central a toda a ação humana: a ação dos indivíduos.
A ação humana é uma obra-prima da filosofia econômica, podendo ser lido tanto por acadêmicos quanto por cidadãos comuns que busquem entender o fenômeno dos preços, da inflação, da livre iniciativa, do Mercado como um todo: nada escapa à lente de von Mises. [DOWNLOAD]


Rand: A Revolta de  Atlas ou Quem é John Galt (1957)
Considerado o livro mais influente nos Estados Unidos depois da Bíblia, segundo a Biblioteca do Congresso americano, A revolta de Atlas é um romance monumental. A história se passa numa época imprecisa, quando as forças políticas de esquerda estão no poder. Último baluarte do que ainda resta do capitalismo num mundo infestado de repúblicas populares, os Estados Unidos estão em decadência e sua economia caminha para o colapso.
Nesse cenário desolador em que a intervenção estatal se sobrepõe a qualquer iniciativa privada de reerguer a economia, os principais líderes da indústria, do empresariado, das ciências e das artes começam a sumir sem deixar pistas. Com medidas arbitrárias e leis manipuladas, o Estado logo se apossa de suas propriedades e invenções, mas não é capaz de manter a lucratividade de seus negócios.
Ayn Rand traça um panorama estarrecedor de uma realidade em que o desaparecimento das mentes criativas põe em xeque toda a existência. Com personagens fascinantes, a autora apresenta os princípios de sua filosofia: a defesa da razão, do individualismo, do livre mercado e da liberdade de expressão, bem como os valores segundo os quais o homem deve viver – a racionalidade, a honestidade, a justiça, a independência, a integridade, a produtividade e o orgulho.
Best-seller há mais de 50 anos, com mais de 11 milhões de exemplares vendidos no mundo, A revolta de Atlas desafia algumas das crenças mais arraigadas da sociedade atual. Sua mensagem transformadora conquistou uma legião de leitores e fãs: cada indivíduo é responsável por suas ações e por buscar a liberdade e a felicidade como valores supremos. [DOWNLOAD]

Mises- As seis Lições (1959)
As Seis Lições reúne as palestras ministradas, em 1959, por Ludwig von Mises na Universidade de Buenos Aires (UBA). O autor discute com clareza o capitalismo, o socialismo, o intervencionismo, a inflação, o investimento estrangeiro e as relações entre política e ideias. Em linguagem agradável, a obra apresenta as linhas gerais do pensamento misesiano sendo, ao mesmo tempo, uma das melhores introduções à Política e à Economia. Além do prefácio original de Margit von Mises, viúva do autor, a presente edição conta com uma apresentação bibliográfica do economista austríaco escrita por Helio Beltão e Alex Catharino. [DOWNLOAD]

Hayek: Os Fundamentos da Liberdade (1960)
Em 1960, Hayek publica “The Constitution of Liberty”, a meu ver a sua obra principal. É particularmente importante pela definição e pela justificação da liberdade, bem como pela reformulação da clássica associação liberal entre a liberdade e o primado da lei.
A definição hayekiana de liberdade – tal como a dos liberais clássicos – é negativa: ausência de coerção por terceiros. Deve ser distinguida da concepção positiva que vê a liberdade como capacidade ou poder de um indivíduo para fazer o que deseja.
Hayek sustenta que a liberdade é não só o primeiro valor como a fonte e a condição da maioria dos outros valores morais. A liberdade é o primeiro valor porque, em primeiro lugar, é a condição para que cada indivíduo possa assumir a sua capacidade humana de pensar e avaliar, de escolher os seus próprios fins, em vez de ser apenas um meio para outros atingirem os seus fins.

POR JOÃO CARLOS ESPADA [DOWNLOAD]
  
Friedman: capitalismo e liberdade (1962)

"Este livro é de grande atualidade, em especial na América Latina. Sua ideia central é a de que o mesmo Estado que constrange a liberdade económica termina por também tolher a liberdade individual. É o que todos nós vivenciamos no cotidiano da América Latina. Como declarou Thomas Jefferson, “o progresso está à mão se conseguirmos nos livrar do governo que desperdiça o esforço das pessoas com a desculpa de querer protegê-las”. Mas a lição principal do livro vem da própria experiência de Friedman, de defender esses ideais quando a maioria das pessoas acreditava no Estado grande. Por isso o livro lhe ensinará muito, não só sobre pensamento e política econômica, mas também sobre a importância de lutar por suas ideias, mesmo quando elas não são populares. Para ficar com Jefferson, ”o preço da liberdade é a eterna vigilância”." Armando Castelar PinheiroCoordenador de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (IBRE/FGV) e Professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) [DOWNLOAD]

Rothbard- O Manifesto Libertário (1973)
Manifesto integral de exposição do libertarianismo moderno. Propõe uma "ciência da liberdade" apresentando as armadilhas do pensamento da esquerda, da direita e do centro. De argumentação lógica e clara, o manifesto reforça a importância da autonomia individual, dos direitos de propriedade, dos mercados livres e do combate ao Estado. Oferece uma versão totalmente inovadora e sem meias-palavras do que deve ser a liberdade no sentido mais radical do termo. É um texto clássico para os defensores da liberdade. [DOWNLOAD]

Hayek: O Caminho para a servidão (1974)
A tese central de Hayek é que todas as formas de coletivismo, seja o nazismo ou o socialismo, levam inevitavelmente à tirania e à supressão das liberdades, conforme já se evidenciava à época pelos exemplos da Alemanha Nazista, da União Soviética, e dos demais países do bloco comunista. O autor argumenta que, em um sistema de planejamento central da economia, a alocação de recursos é de responsabilidade de um pequeno grupo, sendo este incapaz de processar a enorme quantidade de informações pertinentes à adequada distribuição destes bens à sua disposição. Face à gigantesca concentração de poder nas mãos de um limitado número de burocratas, divergências acerca da implementação das políticas econômicas levaria inexerovalmente ao uso da força pelo governo para que suas medidas fossem toleradas. [DOWNLOAD]

Nozick: Anarquia, Estado e Utopia (1974)
Neste livro universalmente aclamado, ganhador do Prêmio Nacional do Livro dos Estados Unidos, Robert Nozick põe em xeque as posições políticas e sociais mais arraigadas de nossa época - liberais, socialistas e conservadoras. É uma resposta à obra 'Uma teoria da justiça', de John Rawls.  [DOWNLOAD]       

Hoppe -Democracia: O Deus que falhou (2001)
Obra mais emblemática de Hans-Hermann Hoppe e propõe uma verdadeira revolução intelectual contra a legitimidade da democracia como entendemos hoje. É uma interpretação econômica e filosófica da História e salienta os incentivos associados aos governos de propriedade privada (monarquia) e de propriedade pública (democracia) visando compreender o crescente expansionismo dos governos. Este livro é uma leitura aconselhável a todos os que perderam a fé na democracia como vemos aplicada no mundo atual e que não toleram mais suas falhas éticas e econômicas. Explica de maneira lapidar a contradição entre democracia, liberdade e do aumento do bem-estar da sociedade. O argumento moral de Hoppe é corajoso e cuidadosamente justificado na obra.

Há, é claro, outros que podem deslocar um ou mais destes 14. O "capitalismo: o ideal desconhecido" de Ayn Rand seria para muitas pessoas um candidato. Seu lugar é justamente merecido, porque esses livros formam o alicerce sobre o qual a liberdade foi construída. [DOWNLOAD]

 

Livros interseccionais e de ficção

Há outros livros além desses que expressam sentimentos libertários, muitas vezes mais oblíquos. A lista de todos, sem dúvida, será diferente. Os que ofereço abaixo são uma seleção pessoal de livros que ressoaram comigo, e a partir dos quais acho que outros podem atrair interesse e inspiração. Eles vêm de uma variedade de disciplinas, mas todos têm essa tendência subjacente que se move contra a tirania e impõe conformidade, e flui em direção ao individualismo e à liberdade. Espero que encontrem algo de valor neles.
  
The Joy Makers - James Gunn, (1961)
"Se a felicidade está à venda, só um tolo não vai comprar", diz a citação. Mas a felicidade está à venda e a Hedonics Inc. vai entregar. Um mundo sem dor, sem desejos, sem doença, sem sofrimento, e eles têm a tecnologia avançada para oferecer. Eventualmente, eles constroem uma máquina instruída para fazer todos felizes, e a máquina libera, protegendo humanos em células semelhantes a úteros, alimentos por fluidos para que vivam suas fantasias, tudo perfeitamente feliz.

Douglas foi treinado em filosofia e sabe a diferença entre a fantasia feliz e a luta do mundo real. É a diferença entre um porco satisfeito e um humano insatisfeito. Ele assume a máquina em uma luta épica na qual ele é confrontado por fantasias de satisfação de desejos, mas cada vez que seu treinamento o capacita a sair da ilusão para o mundo real.

O livro é uma lição poderosa de que a meta da vida não é a calma contente dos comedores de lotos, mas a luta para alcançar os desejos da pessoa, "a busca da felicidade", como Jefferson colocou, em vez da própria felicidade. Os sistemas que nos proporcionariam conforto material e segurança em troca dessa luta e da liberdade de realizá-lo, são revelados como ilusórios sob a mensagem implacável deste livro.  


A Revolução Industrial - T S Ashton, (1948)
O livro de Ashton transformou totalmente as percepções da Revolução Industrial da Grã-Bretanha. Até aparecer em 1948, a opinião via a industrialização como uma tragédia. Tomando sua sugestão de "A condição da classe trabalhadora na Inglaterra", 1845, por Friedrich Engels, a visão comum era que a mecanização havia privado os pobres rurais, privou-os de qualquer participação na propriedade e condenou-os à pobreza e à insegurança em aterradora condições de vida nas novas cidades industriais.

Um século depois, Ashton mostrou que o trabalho nas novas fábricas era um passo em frente da miséria recessiva e da subsistência limitada do pobre trabalhador rural. Trouxe uma segurança que nunca haviam desfrutado, além da chance de progresso. Gradualmente, eles foram capazes de comprar porcelana em vez de madeira, carne em vez de mingau e aumentar o acesso ao melhoramento de suas vidas. Eles foram levantados acima da subsistência e da fome.

O que fez isso acontecer? "Por volta de 1760, uma onda de gadgets varreu a Inglaterra", escreveu o estudante Ashton. Ashton explora o porquê e opta por várias causas. O capital estava disponível para os proprietários interessados ​​em melhorar; alfabetização; mudanças agrícolas levaram a trabalhadores mais saudáveis; recompensas e status foram para inventores e inovadores; cada nova máquina levou a outras.

Sua conclusão é que a revolução industrial foi um grande benefício que permitiu à Grã-Bretanha alimentar sua população cada vez maior e evitar a fome malthusiana que, de outra forma, teria sido sua sorte. Isso criou o mundo moderno.

Por Estudo do Pensamento Brasileiro

Lógica da descoberta científica - Karl Popper, (1959)
O livro de Popper sobre a filosofia da ciência (uma versão em inglês reescrita de "Logic der Forschung", 1934) anulou a visão predominante da ciência e resolveu a maioria de seus problemas.

A visão anterior comum era de que a ciência procedia indutivamente, procedendo de observações passadas a teorias gerais que eram então testadas para ver se eram verdadeiras. Mas Hume havia apontado para a ausência de linhas lógicas entre o futuro e o passado, e sugeriu que a indução se baseava na suposição injustificada de que o que aconteceu ontem acontecerá novamente amanhã.

Além disso, afirma Popper, nunca poderemos provar que as teorias são verdadeiras, porque o amanhã pode ser um exemplo que as derrube. Ele diz que podemos provar que são falsas, no entanto, se falharem os experimentos que projetamos. Ele resolve o problema de indução de Hume sugerindo que não procedemos de observações passadas para extrair uma teoria geral. Em vez disso, fazemos uma conjectura ousada quanto a uma teoria geral, depois testamos para ver se podemos provar que é falsa. Nosso conhecimento científico consiste em teorias que tentamos, mas não conseguimos refutar e, portanto, contém uma concentração cada vez maior de verdade.

Não há certas verdades, no entanto, uma vez que tudo é provisório e sujeito a refutação. Isso se encaixa com sua oposição a certas verdades inevitáveis ​​na política e na história. Essas idéias são mais acessíveis ao leitor geral nos ensaios de Popper em "Conjectures & Refutations", 1963. [DOWNLOAD]


The economy of cities - Jane Jacobs, (1969)
Jane Jacobs anulou completamente as ideias predominantes sobre como as cidades surgiram e, ao fazê-lo, deu à espontaneidade um lugar importante no desenvolvimento urbano. Anteriormente, a suposição popular era que, quando nossos predecessores domesticaram grãos e animais, eles se estabeleceram em pequenas aldeias. Algumas delas cresceram em aldeias e algumas delas em cidades e depois em cidades. O papel dos urbanistas era impor racionalidade a esse desenvolvimento caótico e desordenado.

Não, disse Jacobs. A cidade veio primeiro e seu interior agrícola se desenvolveu para apoiá-la e sustentá-la. Cidades desenvolvidas para comércio, geralmente localizadas em algum ponto comercial conveniente, como um rio. Eles eram um mercado para as pessoas abastecerem grãos, animais ou minerais úteis. Nas cidades, as pessoas gradualmente desenvolveram a produção local e, fora delas, a agricultura local. Cidades cresceram organicamente.

Jacobs, assim, destaca a espontaneidade do desenvolvimento da cidade e o papel desempenhado pela livre negociação no mercado. As cidades colocam as pessoas dentro de uma rede de informações e oportunidades, imersas em laços sociais que permitem a confiança e o tratamento justo.

Jacobs, portanto, coloca a cidade na fronteira do desenvolvimento. Embora alguns anseiem pela simples rodada de vida rural, é nas cidades, diz Jacobs, que a inovação e o progresso acontecem. A vida nas aldeias seria imensamente mais pobre sem produtos criados nas cidades.

Jacobs se opunha a planejadores urbanos que invadem comunidades vibrantes para construir vias expressas e imponentes propriedades que parecem bem em desenhos, mas são criminosas e buracos infestados de drogas na prática.
 

Desestatização do Dinheiro

E se o governo deixasse cada pessoa utilizar a moeda que quisesse? E se o governo permitisse aos empreendedores inovar no setor monetário, com a criação de moedas digitais ou a mineração de metal-moeda? É exatamente isto que Hayek argumenta. Através de um acordo com o Instituto Liberal, o Instituto Mises Brasil tem a alegria de oferecer a mais radical defesa feita por F. A. Hayek em prol da completa privatização do dinheiro: Desestatização do Dinheiro. Esta obra foi escrita perto do fim de sua carreira, depois de Hayek ter analisado todos os argumentos econômicos de reformas monetárias e examinado a viabilidade política de inúmeras propostas. Hayek mostra a inviabilidade essencial da moeda estatal, e reivindica um mercado totalmente livre para a produção, distribuição e administração do dinheiro. Este livro representa o núcleo da visão hayekiana das políticas monetárias, e é o livro que atraiu a atenção mundial para este pensador radical após ele ter sido laureado com o Prêmio Nobel de Economia. O argumento é praticamente o mesmo de Mises, mas ao invés do padrão-ouro, Hayek defende o abandono completo das tentativas governamentais de reformas monetárias. O resultado seria a competição entre moedas privadas, permitindo apenas ao mercado determinar qual seria o dinheiro dominante no mundo. Na era digital, este argumento ganha novo significado, uma vez que experiências com moeda digitais seguem a passo acelerado. [DOWNLOAD]

Revolta na Lua - Robert Heinlein, (1966)
A colônia lunar sofre sob o domínio explorador da Terra. Seu produto tem que servir as necessidades da Terra, e seus habitantes são oprimidos e regulados. Baseando-se fortemente na Revolução Americana, os colonos lunares se levantam em busca de uma independência que a Terra se recuse a conceder.

Contra esse pano de fundo, o computador que controla os sistemas tecnológicos da lua finalmente tem tantos periféricos adicionados que suas conexões neurais atingem a massa crítica para atingir a consciência. O protagonista da história, Manuel, faz amizade com o computador, que se chama Mycroft, em homenagem ao irmão mais inteligente de Sherlock Holmes. Os dois amigos lideram a rebelião, defendendo a colônia contra ataques agressivos da Terra, e finalmente desenvolvendo uma arma para bombardear a Terra com rochas lunares até que ela aceda aos seus desejos.

É uma história fascinante e emocionante, mas também é um poema de tom para a liberdade. Os habitantes lunares são uma raça robusta e independente, muito parecida com os primeiros pioneiros americanos que foram para o oeste. Suas leis reconhecem os direitos de propriedade e de indivíduos para fazer seu próprio caminho. Eles se ressentem do amordaçamento da autoridade com seus impostos e regulamentos, e buscam espaço para as pessoas viverem de acordo com seus valores, com a devida consideração pelos direitos de seus vizinhos de fazer o mesmo. É justamente considerado como um clássico libertário.


A revolução dos bichos - George Orwell, (1945)
Animal Farm é como uma versão anterior de 1984. Ambas lidam com o opressivo sistema soviético dos anos 1930, uma como uma sátira com animais de fazenda e a outra como um retrato distópico do futuro que ela anuncia. Ambos contêm lições duradouras que se elevam acima de um sistema em um país.

Animal Farm é a história de uma revolução traída. Os animais, reconhecendo como são explorados pelos homens, levantam-se e expulsam-nos, estabelecendo regras pelos animais. Mas os novos governantes que administram a Animal Farm, os porcos, governam cada vez mais em seus próprios interesses, e acabam explorando os animais ainda mais enquanto vivem no luxo e fazem acordos com suas fazendas vizinhas administradas por humanos.

As belas palavras da revolução são corrompidas por ações opressivas. Quando os porcos, para enfatizar sua nova importância, começam a andar eretos, os outros animais não podem mais distingui-los dos humanos.

É uma parábola do idealismo traído. Suas mensagens são de que o que é feito conta mais do que é dito, e que a falha não é que a revolução foi mal aplicada, mas que o fracasso e a corrupção estão embutidos em seu tecido, sem mecanismos de reparação.

O filme de 1954 foi criticado por ter terminado com os animais derrubando e atropelando os porcos, em contraste com o final pessimista de Orwell, mas os eventos em 1989 o justificaram em certa medida. [DOWNLOAD]
 

Democracia na América - Alexis de Tocqueville, (1835)

Embora ostensivamente um relato da democracia na América, escrito após a visita de Tocqueville em 1830, o livro dá apoio geral ao governo constitucional em qualquer lugar que incorpore fortes características democráticas.

De Tocqueville ficou impressionado com o fato de as instituições democráticas terem se enraizado nos Estados Unidos, em contraste com a Europa. Ele reconheceu as vantagens da paz. Protegida por dois grandes oceanos e sem exércitos que a atravessavam periodicamente, os Estados Unidos desfrutaram de uma paz que dava espaço para o desenvolvimento de instituições políticas. Ele escreveu uma geração antes que a Guerra Civil americana abalasse essa paz.

Ele observou como o governo local nos distritos e municípios era realmente local e democrático, e como a distribuição de poder entre as autoridades federais e estaduais criava freios e contrapesos semelhantes àqueles entre os poderes executivo e legislativo do governo. Essa dispersão de poder tornou difícil para qualquer um entender e abusar dela.

Quando os americanos alcançaram a independência, codificaram suas liberdades em uma constituição que os garante e garante a liberdade de imprensa e a liberdade de associação que os apóiam.

De Tocqueville entendia que a grande ameaça em uma democracia era a promoção da igualdade de condições ao ponto do despotismo, e elogiava o modo como as leis americanas impediam a tirania da maioria, obrigando-a a ceder perante uma constituição que garantia os direitos das minorias.

Muito antes da tese da fronteira de Turner, de Tocqueville observou que os americanos que lidavam com a vida cotidiana tendiam a ser mais pragmáticos do que filosóficos e elogiavam a praticidade de sua democracia. [DOWNLOAD]


O Arquipélago Gulag - Aleksandr Solzhenitsyn, (1973)
O livro é um relato dos campos de trabalhos forçados soviéticos em que os supostos inimigos do regime estavam sujeitos a condições pavorosas e humilhantes que faziam a cada dia uma luta pela sobrevivência. Solzhenitsyn expressou isso vividamente em "Um dia na vida de Ivan Denisovitch", 1963.

O Arquipélago Gulag é parte da história, parte jornalismo de testemunhas oculares, escrito em parte por notas escondidas e contrabandeadas durante seu próprio internamento, e em parte da memória à medida que ele registra indivíduos e eventos que de outra forma seriam perdidos na ocultação oficial ou indiferença.

O livro tem uma pungência que nos lembra que essas vítimas eram pessoas reais, não estatísticas - o empresário condenado a anos de severa punição por ter sido o primeiro a sentar-se após 20 minutos de aplausos em nome de Stalin; o poeta cujo talento seria desconhecido se Solzhenitsyn não se lembrasse de algumas de suas falas.

Aos olhos de Solzhenitsyn, isso não era apenas culpa de Stalin, mas culpa do sistema comunista e de sua ideologia iniciada por Lênin antes dele. Tinha que silenciar a oposição pela força. Ele escreve:

"Os malfeitores de Shakespeare se detiveram em uma dúzia de cadáveres. Porque eles não tinham ideologia ... A ideologia atribui ao mal a justificativa há muito buscada e dá ao malfeitor a firmeza e determinação necessárias."

O Arquipélago Gulag nos lembra o que o comunismo fez na prática, o que todos os sistemas totalitários fazem, apesar dos apelos à justificativa idealista que eles fazem. [DOWNLOAD]

 

Livros sobre a cultura pós-moderna e sua influência social negativa. Contexto cultural e social em que vivemos.

Dalrymple - Qualquer Coisa Serve (2016)
Com esta antologia de ensaios escritos entre 2005 e 2009 para o New English Review, Theodore Dalrymple propõe aos leitores uma pausa para a reflexão sobre o apodrecimento moral da cultura moderna e o efeito pernicioso do politicamente correto na sociedade. Theodore Dalrymple levanta questões sociais, políticas e filosóficas nos ensaios reunidos em Qualquer Coisa Serve. Os textos, selecionados entre os que o autor publicou no intervalo de 2005 a 2009 no New English Review, fazem alusões a temas como o politicamente correto entre os médicos, falhas da Organização Mundial de Saúde, revoltas de jovens nas periferias de Paris, mudança de sexo aos doze anos de idade, o colapso da bolha econômica e o fracasso do sistema de justiça criminal. [DOWNLOAD]

Dalrymple- Nossa Cultura ou o que restou Dela

Polêmicas. Tabus. Cultura. Arte. Sexo. Medicina. Política. Literatura. Atualidades. Estes são alguns dos temas que compõem este livro, uma reunião de 26 ensaios contundentes e também sensíveis, que lembram a obra de George Orwell e apresentam a lucidez de Theodore Dalrymple sobre a condição humana. O autor se vale de interseções com a obra de Shakespeare, Virginia Woolf, Alfred Kinsey e Karl Marx, dentre outros pensadores e escritores, para abordar a tendência humana universal para a destruição; o colapso de hábitos e costumes; os efeitos de se tentar consagrar a felicidade pessoal como um direito político; a degradação dos relacionamentos pessoais depois da remoção de todas as restrições sexuais; o significado de barbárie e como ela vem invadindo o Ocidente. Da legalização das drogas ao desmoronamento do Islã, de adultos que insistem em permanecer na adolescência a jovens que se tornam adultos precocemente, pouca coisa escapa às observações de Dalrymple. [DOWNLOAD]

Dalrymple, Em defesa do preconceito (2015)
Neste livro, Dalrymple não pede que abandonemos o racionalismo, pede apenas mais humildade de nossa parte e mais respeito aos preconceitos tradicionais. Como escreve o autor: “É necessário bom senso para saber quando um preconceito deve ou não ser abandonado”. E bom senso é algo que tem sido esquecido na nossa luta contra os preconceitos ruins, que são deixados de lado junto com os bons. [DOWNLOAD]

12 Regras Para a Vida
Aclamado psicólogo clínico, Jordan Peterson tem influenciado a compreensão moderna sobre a personalidade e, agora, se transformou em um dos pensadores públicos mais populares do mundo, com suas palestras sobre tópicos que variam da bíblia, às relações amorosas e à mitologia, atraindo dezenas de milhões de espectadores. Em uma era de mudanças sem precedentes e polarização da política, sua mensagem franca e revigorante sobre o valor da responsabilidade individual e da sabedoria ancestral tem ecoado em todos os cantos do mundo. Bem-humorado, surpreendente e informativo, dr. Peterson nos conta por que meninos e meninas andando de skate devem ser deixados em paz, que terrível destino aguarda aqueles que criticam com muita facilidade e por que você sempre deve acariciar gatos ao encontrar um na rua. O que o sistema nervoso das humildes lagostas tem a nos dizer sobre a relação entre manter as costas eretas (e os ombros para trás) e o sucesso na vida? Por que os antigos egípcios veneravam a capacidade de atenção como seu deus mais supremo? Que terríveis caminhos as pessoas percorrem quando se tornam ressentidas, arrogantes e vingativas? Neste livro, ele oferece doze princípios profundos e práticos sobre como viver uma vida com significado. [DOWNLOAD]

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