Almanaque SOS pede censura de Super Drags

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Justiceiros sociais censuram até as coisas que eles mesmos gostam.
Atualização: O Dario, editor do Almanque SOS, foi bastante solicito e adicionou este comentário a nossa page. :

"E ai Pop Liberal, sou o editor do SOS. Apesar do certo exagero, o artigo de vocês é muito válido e relevante. A nossa ideia era justamente levantar o debate sobre o tema (“violência sexual”), ainda mais dada a importância da primeira animação LGBTI brasileira - apesar de terem focado mais na nossa sugestão (editorial) de retirar a cena de estupro (sim, estupro). Concordo que censura não é bacana, mas quem trabalha com audiovisual sabe que muitas cenas são retiradas por não acrescentarem a narrativa, e foi nesse sentido que sugerimos que a cena fosse excluída. Mas realmente pode ser interpretado como censura, por isso vamos corrigir essa parte amanhã. Valeu pelo toque. Abração"
Cena de "estupro" da série Super Drags...? Todos sabem que o meio nerd brasileiro, quiça mundial, está lotado de justiceiros sociais, hipócritas, demagogos e "defensores da liberdade de expressão, desde que seja a minha". Um exemplo pode ser o site Almanaque SOS (dentre milhares, infelizmente): são contra o conservadorismo, mas apoiam censura (vai entender).

Uma cena onde uma personagem apalpa o pênis de um homem preso a um colectivo, ativou o trigger warning do site:
"Antes de tudo, se você abriu esse artigo achando que o SOS é um site conservador e que vai cair matando na primeira série animada LGBT da Netflix (e do Brasil), é bom tirar o cavalinho da chuva."
Não, vocês são piores: vocês são pós-modernos e justiceiros sociais (SJW). Se acham que conservadores são moralistas, esperem para ver o que pensam e fazem os posmos:
"O que nos chamou a atenção foi o fato dessa cena não ter sido cortada, ou de não ter repercutido nas redes sociais (apesar do tweet do nosso editor). Segundo o Artigo 213 do Código Penal, estupro consiste em “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso"
Ora, pela lógica do editor do Almanaque SOS, também deveriam ser removidas cenas de mortes, lutas, agressões e toda sorte de violência, pois constituem-se em crimes. Como ele parece ter uma dificuldade enorme em diferir realidade de ficção fica para si uma dica: é de mentirinha, é um desenho animado. Não aconteceu. Leia a parte de toda obra de ficção onde está escrito: "Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência".

Agora fica a cereja do bolo:
"Não queremos de forma alguma que a série seja cancelada ou algo assim, até pela sua importância dado o momento que vive o Brasil. Mas é necessário que a Netflix se pronuncie sobre o caso e, se possível, que retire a cena do ar.

O SOS está tentando contato com a Netflix e até agora não obtivemos retorno."
É isto mesmo: o site pede a censura da cena do desenho. Não precisamos dizer que a mesma turma do #elenão, do lute pela democracia e outras batotas é adepta da censura quando lhes convém. Dizer o que? Metade da mitologia grega, que contém narrativas de estupro de deusas, musas e homens, deveria ser banida da literatura, pela mesma lógica. Ademais, se a Netflix não respondeu aos queixumes do SOS, fez muito bem. Bater palma para loucos é coisa de biruta...

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