Netflix tenta emplacar série racista e vira campeão de negativações

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Captura de tela: https://www.facebook.com/libertarianismogeek

Dear White People é a nova aposta em seriado da Netflix. Aparentemente, e pelo trailer, a série está focada no preconceito que estudantes negros sofrem nas universidades americanas, incluindo o blackface (gênero controverso de preconceito onde brancos se maquiam para representar pejorativamente pessoas negras, mas que foi histericamente ampliado para enquadrar qualquer pessoa que ponha tinta preta na face). Vamos ser honestos e generosos: a série teria algum sentido nos anos 80 e, vá lá, nos anos 90.

Nos dias atuais- tempo em que gangues raciais espancam brancos e idosos nas ruas, no que chamam de knockout Game; movimentos como Black Lives Matter praticam terrorismo urbano matando policiais enquanto palestrantes conservadores e liberais são linchados em faculdades americanas- a série soa anacrônica e cínica: a linha tênue que separa bandidos racistas da Ku Klux Klan de militantes dos direitos humanos foi rompida e as tintas se imiscuíram perversamente num amálgama de radicalismo pedante.

Nem sei o que dizer sobre "Caras pessoas brancas". O negócio é negativar mesmo. Conflito racial em pleno século XXI. Racismo reverso? não existe. É "racismo mesmo" (@Ninaringo Jovem Nerd). E a razão pelas negativações, são ataques como os Knockout Game ou o movimento BLM e suas mensagens de "amor e tolerância" pela internet... Se vocês lessem alguma coisa além de traduções do Bleeding Cool... Racismo é lixo, e racistas de ambos os lados são a mesma coisa: gente asquerosa.

As pessoas estão negativando o vídeo, que se tornou campeão de rejeição no Youtube, porque sabem que a temperatura das ruas nos EUA não é tão simples como querem nossos jornalistas e professores engajados. Essas partes do contexto, mostradas acima, não são ditas e quando você fala, leva aquela rotulação de militante de extrema-direita com toda sorte de deformações morais e toneladas de reductio ad hitlerum. A imprensa mundial faz o pior: contra-ataca seus leitores em um tom reacionário, mesmo. Sem qualquer autocrítica, por mais que esteja falida e reduz oposições aos movimentos sociais a discursos fanáticos saídos da boca do General Pinochet. 

É muito triste para a população negra americana, especialmente para os mais experientes, verem os velhos conflitos ressuscitarem, porque a maioria quer emprego, segurança e conforto para suas famílias e não uma birrinha com os brancos provinda de um seriado ferino de quinta categoria. Thomas Sowell, economista e erudito negro, fala sobre isso sempre: os velhos preconceitos existiam, mas precisam morrer e não é pela polarização que sucumbirão. Note: ele nunca negou o racismo, mas deixa claro que a instituição mais racista que existe, é o Estado com suas políticas assistencialistas.

Nós não precisavamos especular sobre discriminação racial, porque isto era abertamente dito nas leis dos estados sulistas, onde a maioria dos negros vivia e não era desconhecido no Norte.
Fonte: http://www.realclearpolitics.com/Commentary/com-11_15_05_TS.html
 Confira o trailer:




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