Erika Kokay pretende CENSURAR mulheres em propagandas.

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Essa imagem, dos irmãos Piologo, é uma homenagem a nossa tiranete preferida: A ilustríssima Dep. Erika Kokay.
Por Robinson Crusoé.

Os anos de 1968 a 1978 foram os mais resplandecentes da ira metálica do chumbo incandescente dos ditadores militares. Foi o período da vigência do AI-5 no Brasil. Discos, filmes, peças de teatro: Nada escapava do crivo da Divisão de Censura de Diversões Públicas do Governo Federal.

"Centenas, entre filmes, livros, músicas, peças e outras obras. O jornalista e escritor Zuenir Ventura apurou que, durante os dez anos de vigência do AI-5 (1968-1978), cerca de 500 filmes, 450 peças, 200 livros e mais de 500 letras de música sofreram veto. Os cri- térios eram obscuros: cenas de sexo, palavrões e a sugestão de propaganda política eram as justificativas mais comuns, mas pretextos vagos, como “atentado à moral e aos bons cos- tumes” e “conteúdo subversivo”, também eram usados." (Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/historia/quais-obras-foram-censuradas-na-ditadura/)

Hoje, a censura recrudesce de modo muito pior: Ungida pela imprensa, muitos artistas (a mesma classe prejudicada, outrora.) e pelos partidos de extrema esquerda, ela está alicerçada no movimento Politicamente Correto, do qual a ilustre Dep. Erika Kokay faz parte com enrustido orgulho: um movimento que, com a pretensão de proteger mulheres e minorias, estabelece a censura das palavras, gestos e a própria expressão corporal, instituindo uma ditadura onde as pessoas têm tanto medo de ofender quem quer que seja, e por isso ser processadas, que vivem pisando em ovos e fazendo malabarismo no uso de palavras que não pareçam ofensivas.

A nova Intifada da censura vem no rastro do feminismo radical da citada excelência, a mesma que defendia tratamento sexual hormonal e cirurgia de mudança de sexo para crianças, em último caso, sem permissão dos pais (http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/DIREITOS-HUMANOS/441555-PROJETO-ESTABELECE-DIREITO-A-IDENTIDADE-DE-GENERO.html): A Censura agora está no PL 6191/16. Cujo texto tem alguns parágrafos "interessantes".
vedação à publicidade de cunho misógino, sexista ou estimuladora de agressão ou violência sexual

[...]é rotineiro o emprego da imagem feminina na publicidade como objeto prontamente disponível para a satisfação dos desejos masculinos
Ora, a censura voltou à moda no Brasil dos últimos 10 anos: A Alezzia, uma empresa de móveis que contratou uma modelo de maiô e foi censurada e linchada por, supostamente, "objetificar mulheres" e teve sua conta no facebook vandalizada por militantes- uma modelo paga e que pousou de livre consciência ( https://sognarelucido.wordpress.com/2016/12/17/o-fantastico-caso-da-alezzia/ ), censura religiosa já é praxe (https://sognarelucido.wordpress.com/2016/02/28/catolicos-censuram-artista/) e censura de músicas na Bahia é lei estadutal (https://sognarelucido.wordpress.com/2016/02/05/ministerio-publico-censura-musica-metralhadora/). O que Kokay pretende é apenas cunhá-la na lei Federal.

Resta saber o que é "misógino e sexista", porque parece-nos que nada escapa do léxico feminista: propagandas de cerveja, piadas, mulheres de biquíni num país tropical, o Carnaval do Rio, a mulata Globeleza, capas de Gibi, pôsteres de filmes, roteiros violentos de filmes, publicidade de jogos com personagens femininos de decote. Tudo, absolutamente tudo, pode ser multado e censurado pelo projeto estúpido de Kokay.

Outra coisa: a assertiva "objeto prontamente disponível para a satisfação de desejos masculinos", em relação a imagem feminina, é meramente um eufemismo para censura, uma Falácia do Espantalho, porque todo ditador precisa amenizar sua retórica com termos doces, como "lutar pelos direitos das mulheres e trabalhadores", quando na verdade, ele quer instituir sua agenda. Ora, censurar imagens e o desejo dos outros é a própria loucura do governo ditatorial do Grande Irmão de 1984, livro de Orwell.

Se um homem, ou lésbica, sente certos desejos por uma mulher, desde que não agrida ou invada seu espaço, não cabe ao Estado reprimir essas sensações, oriundas de pessoas adultas. Ademais, as modelos são pagas e usam de seu livre arbítrio para emprestar seu carisma e sua beleza na publicidade de produtos e serviços: Ninguém é forçado a nada. Objetos não têm escolha, pessoas em sociedade democráticas, sim! Por mais que achemos determinadas publicidades apelativas, cabe ao público, e não aos senhores, aceitar o rejeitar as mesmas, não comprando os produtos ou trocando de canal.

Finalizando, gostaria de perguntar a ilustre deputada se ela pretende criminalizar as manifestações da Marcha das Vadias, onde pessoas nuas introduzem objetos em seus orifícios nas avenidas brasileiras(http://blog.opovo.com.br/ancoradouro/integrantes-da-marcha-das-vadias-quebraram-imagens-e-realizaram-sacrilegios-na-jmj/
), ou se seu projeto de lei é apenas a manifestação de sua sana revanchista de censurar desejos masculinos e gerar desemprego para modelos femininas?

Feminismo Estatal: Seu corpo, regras do Estado.

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