Cachorro Grande late e morde Petistas.

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Por Bruno Maia Giordano
Recomendado por Rodrigo Carmo

Como está na moda ser subversivo - e hoje isso significa nadar contra a maré vermelha, militando na direita liberal ou conservadora - mais uma banda se junta as hostes reaças e lança músicas anti-esquerdistas: Cachorro Grande.

Parece que o mundo vive a profecia de Ortega Y Gasset, "hoje a esquerda pede ditadura e a direita faz revolução". O homem massa, o sujeito que segue o fluxo do consumismo pós-moderno enquanto deixa o mundo a mercê dos sociopatas que o governam, finalmente acordou e uma contracultura surgiu, ainda que muito fraca para conter a revolução positivista que impregna nossa caquética constituição.

É evidente que há um "quê" de oportunismo nisso, mas não deixa de ser irônico que o rock hoje seja porta-voz do liberalismo e conservadorismo (também), quando a imprensa a todo momento tenta associá-lo a um levante juvenil de esquerda, algo que até tinha sentido quando os punks eram jovens e não pagavam suas contas.

Mas os músicos precisam comer e se não recebem dinheiro do governo, precisam trabalhar para isso. Não ser pelego de "chapa branca" significa que você tem compromisso com seu público e fazer qualquer porcaria com o rótulo de arte pode até ser um sucesso de crítica (afinal, críticos têm um sério problema com estética em arte), mas certamente será um fracasso de público.

A faixa que contém uma crítica direta ao PT, chama-se Electromod e tem uma pegada punk - ou seja, não é nenhum petardo. Em um dos trechos da música, ouve-se:
 "votam no PT, deixam a barba crescer e acham bonito apanhar da polícia".

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