Marvel aniquila seus personagens e irrita fãs

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A Marvel sempre foi conhecida por inovar na concepção de seus heróis. Mas essa compulsão parece estar passando dos limites, como dizia Carl Sagan, "não se deve abrir tanto a mente a ponto do cérebro pular fora". Mas é esse o nível da coisa, atualmente.

A nova "Homem de ferro" (Invincible Iron Man Vol 3 - 1, outubro de 2016) segue o rastro de "All New, all different" e Guerra Civil II, série onde os personagens clássicos foram aniquilados ao nível do niilismo, numa entropia total, proveniente do Guerra Secretas e todos aqueles universos paralelos que só um louco é capaz de entender (Terra-616, Terra-15513, Terra-1610 etc). Na nova série, Tony Stark abandona o uniforme de Ironman e repassa-o a Riri Williams, uma menina negra de 15 anos, estudante do MIT.

O problema de All New, All different e destas novas séries (Thor mulher, Ironman adolescente negra etc) não é a representatividade, como Brian Michael Bendis, criador dessa nova revista do Homem de Ferro (Ironman), tenta nos dizer. A coisa é muito mais complexa:
"É inspirada no mundo ao meu redor e que não é suficientemente representado na cultura popular",
"Felizmente, por causa de meu envolvimento na criação de Miles Morales, Jessica Jones e outros personagens, temos o benefício da dúvida mesmo entre os fãs mais ardorosos. Há fãs que dizem 'mostrem coisas novas' e há fãs que dizem 'não faça nada diferente do que tinha quando eu era criança'. Então, quando você está apresentando novos personagens, sempre vai ter gente ficando paranoica a respeito do fato de você estar arruinando a infância delas",
Claro que o mundo ao nosso redor não é representado. Você já viu pessoas voando e rasgando outras por aí a fora com garras de adamantium? Quem lê HQ não quer representação. Talvez queira diversidade, porque diversidade étnica ajuda a tornar as histórias mais interessantes. Mas um personagem tem um model sheet, um modelo a ser desenhado e seguido, assim como uma persona, com um perfil psicológico e fenótipo próprio. Pequenas variações nesses perfis são aceitáveis, mas se você pega um homem de ferro e coloca uma mulher negra empoderada de 15 anos, não tem mais homem de ferro. É outra coisa, outra estrutura. Não teria sentido, por exemplo, trocar a Tempestade dos X-Men por um surfista branco da califórnia. Estas pessoas acreditam tanto em "lugar de fala", que transformam tudo em uma piada de mau gosto.

Essa nova personagem está na sequência de Guerra Civil II, que é uma boa saga, apesar de tudo. A Marvel está seguindo esta estrutura senoidal, lança lixos como All New, All Different, Nova Thor, Queen of Hel e obras primas como Black Panther, o problema é que isso vai afastar o público antigo em peso.

Oito primeiros números de secret wars, lançado em julho de 2015
Geralmente, como num freak show, os gibis vendem bem nos primeiros números e somem em seguida. Basta ter uma ideia do Frankenstein que fizeram com o Spiderman. Se você não gostava de histórias do superman com super-cão, prepare-se: O Ciclo de guerreiros aranha foi composto por todos as aranhas do webverso: Spider-Ham,  Homem-Aranha da Índia, Garota-Aranha, Spider-UK e Spider-Gwen, Spider-Man Noir, Spiderman 2099 e sei lá mais o que.

Quem falou mal da antiga saga do clone, onde o Peter Parker foi substituído por Ben Reilly, tem motivos para entrar em parafuso com as loucuras pseudo-criativas dos roteiristas engajados da Marvel.

Fora que a compulsão pelo esquerdismo mais afetado que existe, anda fazendo a cabeça dos roteiristas: Menções a feminismo, black power e até Occupy WallStreet são constantes. Valores como liberdades individuais, livre mercado, anti-comunismo, reponsabilidades individuais, anti-coletivismo etc. Nem de longe passam pela cabeça dos roteiristas. Não há nada de errado nessa lógica, afinal socialismo de boutique sempre vende no liberalismo americano, vide camisetas de Che Guevara. Mas que é uma senhora contradição, isso é.
Capa do número 1 de Avengers... Proselitismo em prol do movimento Occupy, da extrema-esquerda americana.
Se estas novas séries se sustentarão, é improvável. Porém, uma vez que você começa a bajular social justice warriors (guerreiros da justiça social), voltar atrás e colocar um homem num lugar de uma mulher num personagem qualquer, representará dezenas de horas de protestos em redes sociais e a militância dos isentões da imprensa.
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