Batman: The Killing Joke causa chilique em justiceiros sociais

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Crítica por Bruno Maia Giordano

Acabei de assistir a animação Batman: The Killing Joke. De antemão, a obra estava causando uma terrível "dor de bunda" nos guerreiros da justiça social (aqui e aqui e em muitos outros lugares, mas eu não darei audiência para SJW, pelo menos não em excesso). O fato é que os jornalistas SJW estão tão insuportáveis que agrediram até Brian Azarello, co-autor da produção, durante sabatina na Comic Con: Jeremy Konrad disse em reposta ao conflito de Barbara com Bruce Wayne, alto e em bom som durante o evento, interrompendo os palestrantes e entrevistas, sobre como Barbara estava submissa e não "empoderada": "usando sexo e chorando por Bruce", Brian então respondeu "Fala isso de novo, seu cuzão".

Os motivos: devido a subserviência de Barbara Gordon ao Batman, devido às cenas de sexo e etc... Vocês sabem, todo aquele enchimento de saco feminista típico que se alastrou até a Comic Con, sobre empoderamento feminino, psicologia barata e capenga de gênero etc e tal. Mas o fato é que o Batman sempre foi macho alfa em Gotham City. Ele sempre foi o dono da cidade.


Quando Asa Noturna, Dick Grayson, desobedecia o morcego, era afastado de suas funções. Quando o Robin fazia alguma besteira, idem. De repente, a corja de jornalistas do novo milênio, alimentados a Nutella, viu um pérfido sexismo num Batman dando ordens a Batgirl... Ah, deixem de ser hipócritas, vocês nunca leram gibis nas suas vidas e correm pra consumir resumões de última hora!



E olha que a Batgirl é madeira de "dar em doido": Enfrenta mafiosos, espanca gente a rodo e bate até em civis inocentes! É empoderada e muito forte. O fato de ter conflitos emocionais e dilemas existenciais apenas fortalecem a personagem, mas para os chatos de plantão, isso é esteriótipo da mulher problemática. Ah! vão chupar prego, seus porres ambulantes.

Enfim, minha opinião sobre Batman: The killing Joke, tende a ser puramente técnica: A animação é canhestra e não tem nenhum mérito em relação aos outros desenhos do Batman. A Batgirl oscila entre carisma e pedantismo, com um certo número de fanservices para agradar feministas, mas em geral é uma boa personagem. Os diálogos são bem sofríveis e os mafiosos são até razoáveis, caso não morressem como patos. Complementando: O model sheet do Batman ficou horrível. Um design com um biotipo ruinzinho mesmo. O Coringa, nem de longe, lembra o traço de Brian Bolland.

Destaca-se mesmo à violência: gente morta, perfurada por balas, desmembrada, pancadaria com sangue em fartura. O roteiro adaptado tem 5% do original de Alan Moore e Brian Bolland e o estilo cartum não captura em absolutamente nada a essência da HQ original (Bruce Timm tem um excelente histórico em Batman, The Animated Series, mas esse projeto não era pra ele). Acho que fizeram isso até para não ficar igual ao gibi. Mas o resultado ficou no máximo regular.

Aos fãs do morcego, eu recomendaria outros desenhos. Inclusive uma adaptação de Cavaleiro das trevas, onde o Batman solta uma frase épica em embate com o Coringa: "quantas pessoas eu matei deixando você viver!"

Segue as animações que eu recomendo para curar a bad trip de The Killing Joke:

Batman: The Dark Knight Returns, Part 1 e 2
http://www.imdb.com/title/tt2313197/?ref_=nv_sr_1



Batman: Under the Red Hood
http://www.imdb.com/title/tt1569923/?ref_=tt_rec_tti



Batman: Assault on Arkham (destaque para a animação animé de altíssimo nível, capaz de colocar The Killing Joke no chinelo, conforme imagens)
http://www.imdb.com/title/tt3139086/?ref_=tt_rec_tti








Um comentário:

  1. A regra para lidar com os social justice suckers (aprendi esse termo com você, Bruno, rsrs) é Não Ceder Jamais! Qualquer concessão feita a eles, por maior que seja, será pouco. Eles não se importam, querem apenas impor sua visão torpe.

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